| Texto A – Canção do Exílio (Gonçalves Dias) | Texto B – Canção do Auxílio (autor desconhecido) |
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu têm mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá:
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá:
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá:
Sem qu’inda aviste as palmeira,
Onde canta o sabiá.
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Minha terra tem riqueza
Que não dá pra avaliar
Tudo aqui é muito farto,
Mas difícil de comprar;
Não permita Deus que eu morra,
Sem fortuna acumular.
A Praça dos Três Poderes
Mais parece mina de ouro,
Onde políticos espertos
Buscam, incansáveis, o tesouro.
Minha terra tem políticos que,
Em tempos de campanha,
Compram muitos eleitores
Usando conhecidas artimanhas.
Aqui se compra de tudo
Com a melhor intenção.
Compra-se até deputado
Para garantir eleição.
Minha terra tem fortuna
Que poucas nações têm.
Tem políticos corruptos
E corruptores também.
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Exercício: coloque a sua paródia da Canção do Exílio, aqui:
